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E precisa provar algo? 17, junho, 2008

Posted by Thaiane in Relatos diários de uma moça solitária.
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Luanda,
17 de junho de 2008

 



Apesar da grande poeira e de todas as outras coisas, definitivamente, o meu lugar em Luanda é nas ruas. Sério, falo seríssimo! Hoje, graças a Deus (e à minha sorte) comecei o meu trabalho de rua e, para minha maior felicidade, a pauta era com velhinhos…Saí em busca de um personagem para uma de nossas matérias e o local escolhido foi a fila de “Segurança Social”, o que no nosso país significa INSS. Mesmo sendo comovente, foi muito bom ouvir as histórias daqueles que já deram parte da sua vida para construir o país.

 

O órgão que fui visitar é responsável pelo “recadastramento” dos pensionistas, o que eles chamam de “prova de vida”.  Neste mês se inicia a época em que os velhinhos vão aos postos mostrarem que estão vivos e devem continuar recebendo a pensão dada pelo governo. Ao contrário do Brasil, que a aposentadoria vai diminuindo com o tempo, aqui em Angola o valor do seu último salário da última empresa fica valendo até o fim da sua vida e, depois da morte, a viúva (ou viúvo) só recebe 1/3 do que ele recebia em vida. Esse processo acontece anualmente e é tão sofrido quanto o nosso! Conversei com vários velhinhos e ouvi cada história de cortar o coração.

 

Um deles, coitadinho, passa todo ano por isso para receber 366kza por mês, cerca de oito reais…Imaginem! Não paga nem a cerveja que nós bebemos lá no Mussulo, no domingo [era isso que eu pensava o tempo inteiro: eu havia gastado no domingo quase o que ele ganha durante um ano de pensão...Ai, me partiu o coração!].  Fora que a maioria deles trabalharam nos períodos mais escroto do país, que foi o tempo colonial, em que ainda eram reféns de Portugal, e depois no período de guerra, quando eram “reféns dos angolanos”. Foi o caso do que, à princípio, foi escolhido pela equipe: Um senhor de 78 anos que trabalhava na Empresa de Transportes Públicos, prestando serviço de motorista. Porém, não era um motorista qualquer, era um motorista que transportava militares, de uma província a outra, durante a guerra de Angola. Coitado! Segundo ele, depois desse tempo, fez questão de pagar muita coisa da memória, pois algumas cenas ainda o perseguem até hoje. Chegou a dizer que deixou de comer qualquer tipo de carne, pois quando olhava para um pedaço de carne crua, só lembrava da quantidade de carne humana que ele muito carregava. Nossa! Tadinho…morri de dó!

 

O mais engraçado disso tudo, se é que se pode achar graça, é que o instituto sabia da nossa visita, pois, obviamente, fizemos uma pré-marcação (já que íamos fotografar, etc e tal). Quando cheguei lá, a impressão que tive é que tudo estava, milimetricamente, maquiado para nos “impressionar” (embora eu achasse estranho, já que somos da situação, não oposição…mas, enfim…tudo bem!). Fiquei pensando em como tudo é uma questão de ponto de vista, embora a realidade seja uma só: 366kza por mês!

 

Me despeço!

 

Beijocas

A cara da titia… 17, junho, 2008

Posted by Thaiane in Relatos diários de uma moça solitária.
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Luanda,
17 de junho de 2008

 


Oh, vontade de chorar!

Primeira imagem de Pedrinho!!!!!

A cara da Titia! Olha a boca, igual, igual!!!

 

[choro...]

 

beijos

“Foi assim, como ver o mar!” 16, junho, 2008

Posted by Thaiane in Relatos diários de uma moça solitária.
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Luanda,
16 de junho de 2008

 


Tomei um banho de mar (ponto final!).

Sem muitos comentários sobre esta declaração! Era tudo que eu queria desde quando cheguei em Luanda. Acho que faltava o banho de mar para tirar aquela “zig”, como nós chamamos em nossa terra (e, inevitavelmente, ou coincidência, a segunda-feira já começou com outros ares, mesmo com a chata da cólica ter se apossado no meu corpo).

 

Ontem, finalmente, fiz um programa dominical. Juntamos uma pequena turma numa candonga com destino à Ilha do Mussulo. Todos que vêm para Angola falam que não poderia deixar de conhecer e, assim como eu, todos os meninos tinham o mesmo desejo. Esta ilha é o local de “veraneio” para as pessoas mais a “abastadas” e tem vários lugarzinhos bacanas de ficar. Na verdade, a Ilha de Mussulo é uma restinga de pequenas ilhas, de um lado águas calmas e coqueiros, onde tem infra-estrutura turística e de lazer, e do outro águas limpas e areias brancas, semi-desertas (alguns lugares ainda é possível ver aldeias de moradores, quase bucólica, diria).

 

Fomos de carro até o local onde sai a barca (na verdade, o barco…velhinho, mas tinha colete salva-vidas…confesso que quando vi o colete fiquei pensando alguns minutos em colocá-lo..rssss…oh, gente!) e seguimos à caminho deste lugar paradisíaco, nossa salvação do domingo! Acabamos indo para os dois lados da ilha o que foi muito interessante! Quando chegamos na primeira parada, destino “paisagens bucólicas”, não contrariando minhas origens, escolhemos ficar num “cacete armado” na beira da praia. Quem tomava conta do lugar era uma senhora e seu filho mais velho, de nove anos de idade. Uma figura! Ela queria, porque queria nos vender um peixe, que ela estava assando num tonel suuuuujo….mas, enfim, com o tempero que ela falava que havia preparado, dava até vontade de experimentar (mas a vontade passava 15 segundos depois) – tudo é propaganda, né????? – Ficamos lá por cerca de uma hora e foi lá mesmo que dei meu primeiro (e sonhado) mergulho! Ai, que maravilha (só pensava nisso!). Fiquei cerca de 20 minutos estendida na areia, só olhando para o céu, que estava super azul, e me dando o tempo de lembrar que estava na África (muito doido isso, hein?) – Apesar da água super fria, beirando as águas cariocas, foi maravilhoso.

 

De lá fomos para o “Mussulo Centro”, que é essa parte da ilha que tem as barracas. Realmente, lá me esqueci completamente que eu estava em Angola. Sem preconceitos e julgamentos ao dizer tal afirmação. Mas digo que não me sentia em Luanda por conta da larga diferença que aquele lugar tinha com a realidade do país. As ruas empoeiradas e cheias de lixo estavam muito longe daquele mar azul, daquelas barracas arrumadinhas e coloridas, daquele atendimento impecável….e daquela cerveja gelada! (aliás, a cerveja mais gelada que já tomei em Angola…rsssss). Porém, tudo tem seu preço…literalmente! Se no cacete armado nós estávamos pagando 100kza pela long neck Cristal, neste aí pagamos 400kza pela mesma cerveja (façam as continhas: 400 kza = US$ 5,34 = R$ 8,70 ….UAU! Mete! E nem estou rica!). Mas enfim, larguei logo o discurso: “o caro as vezes sai barato..” e assim ficamos lá curtindo o dia…Eu quase dormindo naqueles bangalôs fresquinhos, tomando sol (que, diferente do Brasil não incomoda, ao contrário, conforta), cervejinha gelada, companheiros divertidos…e mar! Muito mar! Me senti no paraíso!!!!

 

Final da tarde, pegamos o carro de volta e almoçamos num restaurante chinês,na Ilha de Luanda. Uma delícia…e barato…aliás, honesto, pois nada aqui é, de fato, barato – Aliás, diferente do restaurante Chinês que eu fui no sábado à noite, recomendado pelo meu querido irmão, que conhece muito as coisas aqui. Por sinal, quando veio a conta, eu confesso, que conhecendo como o conheço estranhei que ele freqüentasse o local…Hahahahahahaha…Um assalto!

 

Bem, cheguei no hotel umas 19h….lerdinha de sono…aquela cansaço de praia, sabe???

Era tudo que eu queria para começar bem a minha semana!

 

Me despeço…

 

Beijos

p.s: posto fotos da Ilha do Mussulo esta semana, é que ficou na câmera, não baixei ainda….

p.s2: Pai, mãe não liguei ontem porque realmente cheguei cansada da praia, fiquei com preguiça de descer (confesso!)…mas está tudo bem, viu??? Saudades!

Tô afim não…. 13, junho, 2008

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Luanda,
13 de junho de 2008

 


Hoje, apesar de ter assunto para vos falar, confesso: Não tô afim não!

Ou já é sinal de TPM ou de saco cheio mesmo!

Amanhã, prometo que me redimo!

 

Beijos em todos e bom fim de semana!

p.s: Viuge! Hoje é sexta-feira 13!

VALENTINE’S luanDAYS 12, junho, 2008

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Luanda,
12 de junho de 2008

 


Já imagino as carinhas de meus amigos brasileiros neste dia em que o mundo parece dividir-se em pares. Pois é, dia dos namorados é assim: uns saltitando de alegria, porque estão amando e ao lado do que eles “escolheram” estar e outros acordam sem querer nem lembrar desta data e ainda dizem, “data comercial, dia dos namorados é todos os dias”. Oh, dor de cotovelo do cão! Esse tá sozinho há tempos…

 

Aqui em Luanda, dia dos namorados comemora-se, obvimente, na mesma datas dos americanos, 14 de fevereiro (aliás, acho que só no Brasil é doze de junho. Bem, não tenho certeza!), o dia de São Valentin, ou Valentine’s Day, um santo devoto à idéia do amor (mais um doido, né?). Aqui esta data chega de forma meio doida. Pois, não é normal você ter uma relação de namoro, principalmente nas províncias e comunidades que ainda preservam muito a cultura local. Quando um homem tem interesse por uma mulher, não existe esse negócio de namorar, pegar na mão, etc e tal. Isso é uma coisa bem ocidental! Aqui, quando os cabras tem interesse numa rapariga já para consolidar o matrimônio e tem todo aquele processo do chamado “alambamento”, que antecede a cerimônia do casamento.

 

Gente…é uma loucura, mas vou tentar explicar um pouco.  Em Angola, as tias possuem um papel mais importante do que a mãe, sendo elas consideradas as verdadeiras mães. Assim ó: minha tia, Dona Dinália, exerce mais “poder” na minha educação do que a minha mãe biológica, Dona Rosália. Entenderam? Então, o processo de alambamento começa assim: A jovem rapariga conta a sua tia, que na verdade é a sua mãe (eita confusão dos infernos! Rsss), esta, por sua vez conta a mãe da menina, que por sua vez conta ao vosso marido, que faz a convocação familiar para anunciar ao enlace e combinar a data do alambamento. Rssss…que confusão! Nesse dia o “noivo” leva cachaça, comida, vestimentas (para toda a família da noiva, incluindo tios e tias…os famosos panos de costura e os “fatos” para os homens, ou seja, paletós) e toda a mobília da casa – Minhas amigas, vamos exigir esta cerimônia no Brasil??????? Imaginem, se os cabras daí já correm do matrimônio, imaginem ter que cumprir todas essas despesas…Íamos morrer todas para as “titias” (ou será para as “mamães”????…Rssssss). Enquanto isso, a noiva fica lá trancadinha num quarto, preparando-se para ser “alambada”…rsssss….até que em um momento ela sai e acontece toda a parte ritualística dos cânticos, danças, entrega dos presentes e claro, o “sim” da noiva e dos pais. Aí, só depois vem o casamento de fato….Ufa! Que trabalheira, hein? A esta altura já havia desistido de casar! Hahahahahaha…

 

Tem um senhor angulano aqui na produtora que me disse que hoje em dia esse ritual já mudou muito (pra variar!). Antes durava cerca de um ano até que o alambamento acontecesse (e nesse tempo nada de dormir juntos, nada de beijinhos, amassos, carinhos…). Era o tempo de conhecer os costumes e “doenças” da família do noivo! Já pensou? – Liu, se Adson fosse “alambar” comigo, ao conhecer os costumes dessa família de malucos, já  havia desistido antes de completar esse ano! Imagina! A começar por Seu Lôro e os costumes das “adas” (rabadas, feijoadas, quiabadas)….Hahahhahaaha.

 

Os mais jovens ainda tentam bular esse processo (pois é…civilização contrói e destrói, né?) e isso é reflexo do modo de vida ocidental, que já falei aqui uma vez. Então, no dia dos namorados, os jovens vão à igreja (mas isso é para aqueles que são evangélicos), rezam para São Valentin e depois vão para a “balada”…Hahahahaha…e claro, tem a parte comercial que é comprar uma lembrancinha para aquele que tens interesse ou que tenha uma “relação” de “paquera”. Namoro, namoro, namoro…é raro! – Eita, tô no lugar certo! Hahahahaha…atá parece! – Tem outra, esse negócio de namorar um só é coisa de brasileiro, aqui a moda é os homens ter três ou quatro mulheres…É mole???? Discaração não tem fronteira! Hahahahahaha…

 

Bem…me despeço por hoje!

Muita informação. Hein????

 

Beijos saudosos…

p.s: Cultura inútil: para quem pensa que o dia dos namorados, no Brasil, é por conta do Dia de Santo Antônio, esqueçam! Vocês foram enganados! Tudo é culpa de um “fdp” de um publicitário, o João Dória, da Agência Standard Propaganda, que, em 1949, criou  uma data que aumentasse as vendas do comércio e para isso lançou a campanha: “Não é só de beijos que se prova o amor”…que escroto!!!!!

p.s: Aradecimento ás minhas “fontes angulanas” que me deram informações para este post de hoje! Rssss…

 

HOMENAGEM A TODOS OS ENAMORADOS

(essa vai especialmente para a minha Vick…que me mandou o vídeo!)

 

 

Para aprender basta o “bê a bá”! 11, junho, 2008

Posted by Thaiane in Relatos diários de uma moça solitária.
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Luanda,
11 de junho de 2008

Sentiram falta de mim?

Por favor, digam que sim, caros leitores…Caso contrário, vou achar que estou aqui fazendo papel de boba arranjando notícias angolanas all day (e olha que é uma tarefa, digamos, pitoresca!). Mas, eis que explicarei o motivo da minha ausência: Ontem fui acomedida por um, como diríamos em Salvador, “piriri”.

 

Acordei com um certo mal-estar, mas achei que era alguma coisa que eu havia comido, embora todas as minhas refeições estejam sendo feitas no hotel e na produtora (e nada de saladas e frutas que não precisem descascar – Imaginem como eu me encontro! Amo saladas e frutas! Já estou pra morrer!!!!!!). Mas não estava me sentindo bem, corpo e cabeça cansados e isso estava me incomodando, levemente. Mesmo assim fui ao trabalho e ao chegar lá as coisas foram piorando! Quando abaixei a cabeça para colocar a tomada do computador, senti que todo o mundo desceu junto comigo, pior, na minha cabeça. Vistas escurecerem e comecei a ver bolinhas amarelas. Rapidamente respirei fundo, mas as mãos estavam frias e suando, além de “vertiginosa” fiquei com náuseas e acabei vomitando muito. Pedi arrego e fui pro hotel, neste momento era melhor eu ficar na horizontal, até que aquele mal-estar passasse. Todos morrendo de medo! Nesta hora, a face médico de todos veio à tona: malária? febre amarela? Gripe? Comeu o quê, menina? Nossa, você está pálida! Leva ela pro hospital, gente! Calma, calma, calma…estou bem, só preciso ficar quietinha no meu canto até quando o mundo parasse de rodar. Aqui, qualquer sinal de doença vira uma proporção absurda, pois, nós somos presas fáceis para bactérias desconhecidas. Então, todos os produtores, câmeras, fotógrafos viram uma verdadeira junta médica e ficam chutando o diagnóstico mais preciso e fazendo as recomendações cabíveis! Hahahahahaha…Brincadeiras à parte, eles foram uns fofos comigo! O problema era que não conseguia dormir, pois toda hora era um ligando no celular para saber como eu estava…Oh, gente, que bonitinho! Rssssss….Tô no paraíso e não sabia! [Pai, mãe, família…tudo bem! Foi só um mal-estar mesmo! Tô viva!].

 

Hoje tinha pensado em começar o meu texto de uma forma diferente, mas precisava dar satisfações sobre minha falta (embora eu desconfie que vocês nem notaram, mas tudo bem!). Ia começar assim:

 

Meus caros miúdos, putos e cotas!

Acordei meio fastigada, afinal, a noite foi longa e fiquei uacadiwa demasiado! Tomei coragem, lavei-me na casa de banho e neste momento estou a matar bichão para matar a fome! Estou aqui acomedida por uma forte gripe e terei que enfrentar uma longa bicha para tomar uma pica no cú!

Traduzindo:

Minhas caras crianças, jovens e senhores!

Acordei meio de saco cheio, afinal, a noite foi longa e fiquei bêbada demais! Tomei coragem, tomei banho, no banheiro e neste momento estou a fazer uma refeição para matar a fome! Estou aqui, acomedida por uma forte gripe e terei que enfrentar uma longa fila para tomar uma injeção na bunda!

 

Sentiram???? Me divirto com a linguagem angolana! Uma mistura de português de Portugal com os dialetos que eles falam. Essa de tomar “pica no cu” foi a melhor que podíamos ter ouvido! As circunstâncias ainda foram as melhores. Estavam os meninos fazendo teste de elenco e lá vai eu lá, bisbilhotar e oferecer mão-de-obra (valiosíssima, por sinal!). Chega uma senhora, segurando uma miúda pelas mãos, e pede com toda delicadeza:

 

Ela: “Senhores, queria pedir para dair prioridade à minha miúda, pois ela precisa tomar uma pica no cú e tenho que levá-la no posto antes que ele feche!”

Nosso produtor: “É o quê, minha senhora?” [mais baiano impossível!]

Ela: “Sim, ela acordou meio febril, tenho que levá-la para tomar uma pica!”

Nosso produtor [escroto]: “Claro, sim….quem toma pica no cú tem sempre prioridade…”

 

Imagina a piada que isso não virou por aqui??? Principalmente entre os baianos! “Não sei quem tá doente? Vamos comigo tomar uma pica no cú!”. Se o cabra rir…hiiiii…péssimo sinal! Gostou da proposta! Hahahahahahah…Ouvir música, rádio e assitir TV tem sido a melhor escola da “língua angolina”. Não há refino, nem mesmo nos telejornais, que, em nosso país, foi criado um padrão de informalidade e imparcialidade. Não, nada disso! Os comerciais, então! São interessantíssimos! Confesso que fiquei dias tentando entender como eles se comunicavam com este povo, digo como a linguagem publicitária atingia esse público. Tem um comercial muito engraçado que é de venda de ingresso de um show que a cerveja Cuca está promovendo em várias províncias. Depois que eles  falam do show, das datas, etc e tal, eles terminam assim: “Garanta já o seu ticket! Vendas nos locais habituais!”…Eu com minha cara de bunda: “Mas, onde são os locais habituais, ?”. Definitivamente, o comercial não era para mim!!!!!

 

E assim eu vou levando…

Angola é mesmo uma escola!

 

Beijos em todos os meus putos (gente, não existe puta! Pelo amor de Deus…mulher é mulher, não é puta! Hahahahah) e cotas!

 

Saudades!

p.s: amanhã é dia dos namorados!!!! Acho que vou promover uma festa de eu comigo mesma, pois todos os meus colegas são casados, noivos ou tem namoradas! Vai bombar a minha festa solitária! Hahahahahhahahaha…

p.s2: Fui ao salão de beleza! Na verdade, só fui acompanhar Ira que queria disfarçar os cabelinhos brancos. Tudo normal…muito normal! Só uma figura muito engraçada que fica no lavatório gritando (conversando, na verdade) com a cabelereira: “Mila, traz a ‘moiça’ que estou com a escova pronta!”…”Tenha calma, estou a lavar os cabelos…está mesmo sujo!”….Hahahahahaha…imaginem o diálogo! Cada uma num canto do salão! Eu olhava para a cara de Ira e ríamos muito! – A única coisa que não teva graça nenhuma foi ela ter feito pintura da raiz e uma escova básica e pagar 100 dólares pelo serviço! É mole??? Nem Jacques Janine!

Geração coca-cola tardia… 9, junho, 2008

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Luanda,
09 de junho de 2008

 


“Luanda já foi mais colorida…”.

Ouvi isso hoje de manhã e ficou na minha cabeça.

Fiquei pensando, pensando, pensando o verdadeiro significado dela e imaginando quais seriam essas cores de Luanda. Tudo bem, aqui tem o mar, que não é tão azul como o nosso, mas acredito que esta frase estava se referindo aos “angulanos”, mais especificamente às mulheres.  Fui pesquisar fotos de arquivo de Luanda e vi que, realmente, as pessoas se vestiam com mais cores e, no fundo, com elementos que tinham mais a ver com a sua cultura e hábito local. Os famosos panos daqui, todos pintados à mão, deixaram de ser um produto usado com freqüência, como eu imaginava (e por sinal, preciso procurar onde comprar, se não Dona Rosália não me deixará voltar para casa). Claro, ainda acha, mas a grande maioria é fabricada em modos industriais, adivinham por quem? Os chineses, que estão a dominar esta terra.

 

Os angolanos, apesar de super politizados, estão cada vez mais ocidentalizados. Vestem-se, falam, ouvem canções, usam a moeda e assistem a canais de TV como os ocidentais, mais especificamente os americanos. Muitos aspectos me fazem pensar assim, a começar pela linguagem. Apesar do português ser a língua oficial, eles já misturam palavras inglês em seu vocabulário (agora vocês imaginem a sonoridade que isso dá! Não, não dá para imaginar, só ouvindo mesmo!). Tem umas coisas bem esquisitas como: “Você vai estar a jantar agora, Yea?”. Rsssss…ou “What’ up? Estais a jantar agora?”….Hahahahahahha…ou melhor (uma que vi num programa local): “Dadizinho…não fiques a brigar com sua miúda!”. Rsssss….Cada pérola! Fora que eles são fissurados em basquete, muito mais que o futebol e, além disso, se vestem com marcas como Puma, Nike..etc e tal. Já vi coisas por aqui que não me recordo de ter visto na minha cidade. As mulheres deixaram os panos de lado e começam a usar calças jeans, camisas de botões, bolsas de couro e sapatos de salto. Já rola até uma piadinha: “Olha lá, quem advinha? Aquela é angolana ou baiana?”. Quem agüenta com esse povo?

 


Tudo bem, não vamos dizer que isso seja algo específico dos angolanos, mas o que deixa mais acentuada é que a diferença de cultura é extrema, o que radicaliza as disparidades. Aqui você consegue comprar a velha e “fdp” coca-cola em qualquer esquina e, a primeira vez que eu vi, me causou estranheza, não pela venda do produto (que é mais do que internacional, chega a ser intergaláctico), mas pela facilidade. Não é nem necessário ir ao supermercado, na primeira esquina você “adquire” uma garrafinha. Tem um angolano que trabalha conosco que é o típico personagem que vos falo. Só usa Nike, fala inglês, ouve música estrangeira e acha a culinária angolana a coisa mais esquisita do mundo! Imaginem! (nem eu que sou baiana e não gosto de acarajé e caruru…mas pelo menos seu sambar até o chão e vou atrás do trio elétrico…Rssss).

 

Pois é…o mundo é dos espertos e dos mais fortes…

Se você for safo, não adianta nada, você é um só lutando contra um batalhão! Rsss..

Essa é a verdade!

 

Beijos…

No fundo, uns ignorantes! 8, junho, 2008

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Luanda,
08 de junho de 2008

 

Depois de mais uma semana, acho que entrei no estado de choque desta cidade. Ontem tive um dia de, como posso explicar, “banho de água fria”, talvez. Todos dizem que é normal sentir o que eu sentir e que depois acostuma-se (ou veremos coisas muito piores). Mas confesso que não quero me acostumar a não me emocionar com coisas que ouvi (e imaginei) ontem. Pois apatia deve ser muito pior do que sofrer o sentimento dos outros.

 

Ontem foi um dia tranqüilo no meu setor, mas como não sei ficar sem fazer nada (a não ser que esteja realmente pré-disposta a isso), resolvi dá uma andada pela produtora e vê se um dos meninos estava precisando de um “help”. Tinha galera fazendo teste de elenco, desde quinta-feira na verdade, e resolvi ir lá saber se eles queriam uma ajudinha. Fiquei lá rodeando, preenchendo fichas dos candidatos, ajudando aqui, ajudando ali, até que resolvi acompanhar o teste mesmo, de fato, dentro da sala onde ele estava sendo feito. Tinha homens, mulheres, crianças, adolescentes, todos que haviam se inscrito para fazer parte dos comerciais e programas que vamos produzir na campanha. Eles tinham que entrar, olhar para a câmera, falar seu nome e idade e depois o nosso produtor ia fazendo um monte de perguntas sobre a vida, as esperanças, os motivos que o levaram a participar do teste, estas coisas.

 

Começamos com as crianças, cada coisa mais fofa! Tinha uma cheia de penduricalhos nos seus cabelos trançados. Fiquei brincando com uma delas enquanto os meninos arrumavam o set, coisa e tal. Criança é sempre mais fácil (ao mesmo tempo mais difícil). Acaba não sendo exatamente um teste, mas um olhar sobre a desenvoltura delas e até este ponto é divertido, pois elas dançam, cantam, brincam e assim sabemos onde podemos encaixá-la nos produtos. Fui gostando de estar ali, pois para mim era a oportunidade de estar mais próxima deste povo que, até então, só tinha visto pelas janelas dos carros. Isso durou o dia inteiro! As pessoas entravam e saiam, falavam de suas vidas, como num consultório médico, e outros entravam em seguida. Chegou o momento dos mais velhos e comecei a me “engasgar” com as coisas que eu ouvia.

 

Alguns contavam seus relatos de quando o país ainda estava em guerra, principalmente alguns jovens e adultos de 26 a 30 anos, que tiveram sua infância e adolescência roubada por uma luta que ainda não eram deles. Não houve uma, em especial, mas cada coisa que eu ouvia ia me dando um nó no coração até que não agüentei e chorei muito. Uma, especificamente, que tinha mais nove irmãos, relatou que, sendo a mais velha, tinha mais lembranças das dificuldades de sua mãe em criar esses dez filhos naquele período. Fiquei ouvindo aquilo e as lágrimas vieram aos olhos. Não pelo modo como eles falavam, mas porque eu fiquei pensando que, mesmo que tentemos, nunca conseguiremos imaginar o que estas pessoas viveram (e vivem) em situações como aquela. Imagina eu, uma menina com meus 26 anos, que sempre teve tudo (graças a Deus e a meus pais) e que, apesar de ler muito, assistir à muita coisa sobre esse país, nunca saberei, de fato o que é viver num país em condições de guerra, em condições de não-liberdade e medo, acima de tudo. Imaginar a “agonia” de uma mãe, de dez filhos, em não poder levá-los à escola, não poder dormir com medo que sua casa fosse invadida e, principalmente, ver seu marido sair para trabalhar sempre se preparando para o dia em que ele não voltasse mais…Nunca teremos noção disso, nem mesmo eu que fiquei lá ouvindo esses relatos!!! Nunca! É um mundo intocável para nós!

 

Me emocionei vende aquelas pessoas que, muitos sofridas, eram cheias de esperança para que seu país crescesse, que esta miséria e a desigualdade que eles vivem se cessem. Porém, já se dão por felizes porque não há mais guerra e só isso já é motivo de comemorar. Teve uma menina que falou com muita alegria que ela vivia num momento de felicidade com o país, pois agora ela podia visitar suas famílias que moram em outras províncias. Imagina! Mães que ficaram sem ver seus filhos durante os seis anos que duraram a guerra…Gente, mesmo que saibamos não conseguimos imaginar o tamanho deste sofrimento!

 

Fiquei a pensar que reclamamos muito da vida e não sabemos o que significar a palavra “sofrimento”….

Que a vida é assim e assado…

 

Me despeço…

 

Beijos…..saudades demais!

p.s: depois de Angola, nunca mais serei a mesma….

 

Música de domingo para levantar o meu astral:

(Lica, essa vai para você!)

 

 

 

Three little birds, sat on my window.

And they told me I don’t need to worry.

Summer came like cinnamon

So sweet,

Little girls double-dutch on the concrete.

 

Maybe sometimes, we got it wrong, but it’s alright

And nothing seems to change, and it all will stay the same.

Oh, don’t you hesitate.

 

Girl, put your records on, tell me your favorite song

You go ahead, let your hair down

Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,

Just go ahead, let your hair down.

 

You’re gonna find yourself somewhere, somehow.

 

Blue as the sky, sombre and lonely,

Sipping tea in the bar by the road side,

(just relax, just relax)

Don’t you let those other boys fool you,

Gotta love that awful hairdo.

 

Maybe sometimes, we feel afraid, but it’s alright

The more you stay the same, the more they seem to change.

Don’t you think it’s strange?

 

Girl, put your records on, tell me your favorite song

You go ahead, let your hair down

Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,

Just go ahead, let your hair down.

You’re gonna find yourself somewhere, somehow.

 

Just more than I could take, pity for pity’s sake

Some nights kept me awake, I thought that I was stronger

When you gonna realise, that you don’t even have to try any longer.

Do what you want to.

 

Girl, put your records on, tell me your favorite song

You go ahead, let your hair down

Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,

Just go ahead, let your hair down.

 

Girl, put your records on, tell me your favorite song

You go ahead, let your hair down

Sapphire and faded jeans, I hope you get your dreams,

Just go ahead, let your hair down.

Oh, You’re gonna find yourself somewhere, somehow.

Nem tarraxinha, nem kizomba… 7, junho, 2008

Posted by Thaiane in Relatos diários de uma moça solitária.
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Luanda,
07 de junho de 2008


Deslealdade!

Este foi meu sentimento ontem ao ir na “Danceteria Éden” – realmente era um paraíso, tinha tanto homem que comecei a achar que poderia estar numa boite gay, mas enfim, vamos lá! Voltando ao sentimento de deslealdade, refiro-me às angolanas. Caramba! Além de serem bonitas para caralho, se vestem com cada toquinho de roupa, que chega fiquei tímida! Só uma foto seria capaz de ilustrar o que quero lhes dizer, mas acreditem, se reclamávamos daquela moda “shortinho malhação” de década de 90, não sei o que vocês falariam ontem. Obviamente, os meninos que estavam comigo adoraram, era tudo que eles queriam depois de tanto tempo em celibato, mas no meu caso, se eu tivesse ido com o intuito de arranjar um paquera, ia sair de elá tristinha com minha moda básica calça jeans e camiseta. Rssssss…Depois fui me acostumando, afinal eu estava lá para aprender a dançar os “swigues” dessa terra.

 

Quando cheguei lá, achei que estava no lugar errado. Eram quase uma hora da madrugada e quase não tinha ninguém. Nosso amigo angolano que nos levou, advertiu: “Calma, minha gente, ainda é cedo! As pessoas só vão chegar aqui umas três da manhã…” (fiquei pensado que horas eles saiam de lá, tipo oito? Rssss….). Tudo bem, amigo…vamos lá! Pedi logo uma dose de whisky, pois assim gastaria menos e a onda vinha mais rápido. Começou a rolar aquele bate estaca “tuf-tuf” e fui ficando desesperada – “Não acredito que vim numa boite em Luanda pra ouvir isso!!”. Calma, calma, ainda era duas da madrugada…Primeira dose, segunda, terceira…quando olhei em volta o local estava cheio de brasileiros, angolanos e chineses, todos ávidos pela tal da “tarraxinha”. De repente, o DJ começou a colaborar e soltou o primeiro hit. Meu amigo brasileiro me catou pelos braços e começamos a dançar. “Não está tudo errado”, disse o angolano. “Essa música não dança assim…” – Tudo bem, estávamos dançando quase uma lambada quando ele veio me mostrar como era, até que olhei para os lados e vi com meus próprios olhos.

 

Gente, sabe o arrocha? É muito pior, pois as pessoas, praticamente, se acasalam no meio do salão. As mulheres com seus cotocos de saias e vestidos se entrelaçam nas pernas dos caras e mexem o quadril como se estivessem fazendo aquilo mesmo….O vestindo vai subindo, a saia vai subindo….e o salão vai enchendo! O angolano pergunta: “Queres aprender?”. Eu na minha timidez “discarada” resolvo aceitar. Primeira tentativa, ele riu da minha cara. Segunda, ele continuou rindo…na terceira eu desisti! Hahhahahahahaha….Mas fui indo, fui tentando…De repente o Dj muda de música e passa da “tarraxinha” para a “kizomba”. Quase acerto o passo, do meu jeito, claro, pois angolano dizia: “Não mexe os quadris assim, fica a olhar o que faço com meus pés!”….Ahhhhh! Fala sério! Vou dançar do meu jeito mesmo…a velha e boa lambada! Hahahahahahaha….Puxei de novo um dos brasileiros e fomos dançando aquele ritmo, igual como dançamos a nossa “E aí, chupa toda!”. Arrasei no salão! Hahahahahahaha…

 

Uma pausa para uma respirada, mais uma dose de whisky e o dj muda o ritmo. Para a minha surpresa e alegria: “Eeeh, Bicho! O broto do seu lado, já teve namorado e teme um compromisso…! Pensem na pessoa mais feliz do mundo!!!! Nunca pensei que fosse ficar tão alegre ao ouvir a voz do Carlinhos Brown. Pedi ao angolano que segurasse o meu copo e disse: “Agora você vai aprender como se dança na minha terra!”. Pulei, dancei, gritei, extravasei! Não tem “tarraxinha”, nem “kizomba”, o negócio é colocar as mãos para cima de descer até o chão! Nesse momeno a dança era: “sovacos ao ar!”

 

Resultado: cheguei no hotel às 06h da matina e hoje já me econtro aqui, trabalhando (ou tentando trabalhar!).

Ai, ai…esta Luanda está me transformando!

Mais umas dez idas em danceterias, abro uma academia de dança especializada….vocês vão ver! 

 

Me despeço!

 

Beijossssss
p.s: Melhor parte da night: entrei de graça e bebi de graça. Não gastei nem um centavo de kwanza! Tudo por conta de nosso anfitrião “agulano”, que fez questão de ser gente boa com a galera! Maravilha! Com mais uma dessa eu caso com ele! Hahahahahahahahaha

p.s: gente, põe os nomes nos comentários que vocês deixam! Está como anônimo, não consigo saber ao certo de quem é…rsssssss…

 

CONFIRAM VOCÊS MESMOS:

“Chaparia por fora tá bala!” 6, junho, 2008

Posted by Thaiane in Relatos diários de uma moça solitária.
17 comments

Luanda,
06 de junho de 2008

Gente, hoje acho que não terei tempo de escrever histórias, mas tenho que passar para vocês a minha experiência com as músicas angolanas. Tem duas, especificamente que estão BOMBANDO por aqui. Letrinhas engraçadas e batidas que dá para mexer o corpo! As letras contam, narram histórias da vida real: cornos, vaidade, fama, dinheiro, corrupção, enfim….parece uma sátira (na verdade é um lixo, como nosso axé! Rssssss).

Não me perguntem os títulos, nem quem as cantam, pois o CD foi comprado na rua, por alguns poucos kwnazas e não tem capa, nome, nada! – Assim que eu descobrir eu coloco aqui -. O fato é que nossos motoristas adoram os hits e nós ouvimos todos os dias, do hotel para produtora, da produtora para o hotel. Hoje, inclusive, combinamos uma ida numa “danceteria” para aprender a dançar os ritmos do momento.

Elegemos estas duas como as “mais-mais”!!!!! A primeira já virou gíria da galera: “Olha para isso, chaparia bala! Mas o motor….só baba óleo!” Hahahahahaha…já sabem, né? A segunda sou fã, caramba! Sou fã dessa mulher que coloca este homem no lugar!!!! Hahahahahaha….Confiram! – [depois confiro a letra direitinho, foram os motoristas que fizeram o favor de me escrever...Hahahahahaha] – Armentano, essas baixarias são sua cara!!

MÚSICA 01:

Andaste descalça na rua

Usaste carrapito de mão [carrapito é um tipo de trança no cabelo!!]

Ganhaste concurso de miss

Lisboa foi o teu destino

E hoje voltaste pra Anguibe [um bairro!!]

Já não fala mais com ninguém

Já não respeita os mais velhos

Já não escuta conselhos

Ngaxi, Ngaxi [o nome da criatura!] uacadiwa[bêbada até morrer!]

Chaparia por fora está bala

Mas motor estar a babar óleo

Ngaxi, Ngaxi uacadiwa

Chaparia por fora está bala

Mas motor estar a babar óleo

Seu olhos são lindos e castanhos

Sua pela ainda tem brilho

Mas hoje a cabeça dengaste [dispirocou!]

Por causas das drogas da “flash”

E um português assim e bonito tu amaste

Mas na tua cabeça cochito [outro tipo de trança]

A escola tu abandonaste

A bolsa que te deram rasgaste

Ngaxi, Ngaxi uacadiwa

Chaparia por fora está bala

Mas motor estar a babar óleo

MÚSICA 02:

Mas quem é o homem daqui? Quem é?

Mas quem é o homem daqui? É o Pascoal? Quem é? É quem sustenta!

Eu quero roupa pra vestir! Não tem!

Quero casaco pra vestir! Não tem!

Será que a roupa tá suja? Está!

Então a ‘loiça’ também tá suja! Está!

Filha, serve o jantar. Não tem!

Tá na hora de me dar um carinho. Não tem!

Será que a ‘loiça’ tá suja? Está!

Então as meias também tão sujas! Estão!

Mas quem é o homem daqui? Quém é o homem? Dires! Aqui! Quem é?

Fala! Quem é? Mas quem é o homem daqui? Fala! Quem é? Quem é?

Mas quem é o homem daqui? Quem é? Fala! Quem é?

[Esse fdp querm o quê! Uma empregada é!]

Estou com dor de cabeça

Não tens comprimido? Não tem!

Aspirina ou Paracetamol? Não tem?

A farmácia tá vazia? Está?

Ah…tens preguiça, né? Tenho! [Hahahahahahah...fantástico!]

Oh, Baby então me dá comida! Não tem!

Ou então roupa limpa! Não tem!

Será que a roupa tá suja? Está!

Hum…tá mesmo suja!

Mas quem é o homem daqui? Quem é o homem? Dires, mas quem é? Quem é?

Fala quem é? Mas quem é o homem daqui? Quem é? Fala quem é?

Então, me dá as minhas coisas que eu comprei. Não dou!

O rádio que te comprei. Não dou! [Ainda é materialista! Que absurdo!!]

Será que estais apaixonada? Estou! [E corno!]

Ah…por aquele moço que falais com tua prima, né? Não!

Tem umas blusas que te comprei

O fardo preto que te comprei

Será que estais apaixonada? Estou!

Tu não e quer mais? Não!

Mas quem é o homem daqui? Fala quem é? Diz! Quem é?

Mas quem é o homem daqui? Quem é o homem aqui, baby!? Quem é?

Tudo que eu falava, baby

Você ouvia, né?

Tudo que eu mandava, baby

Você cumpria

Foi a tua amiga que agitou! [Tinha que ter uma mulher! Oh bicho do cão!!!!]

Ela não entra mais aqui.

Foi a tua amiga que agitou!

Mas quem é, amor? Mas quem é, me diz!?

Mas quem é, amor? Que roubou você de mim!

Mas quem é, amor? Mas quem é, me diz!?

Mas quem é, amor? Que roubou você de mim!

Mas quem é o homem daqui? Quem é? Fala, quem é?

Mas quem é o homem daqui? Quem é? Fala, quem é?

Dá já banho nas crianças? Não dou!

Dá iogurte no nenêm. Não dou!

Você está muito diferente! Estou!

Já não me queres? Não!

Filha, vou já lá catar água, Yea? Está bem!

Eu também vou ‘mudare’, Yea? Está bem!

Vou lavar também a sua roupa, Yea? Está bem!

Mesmo assim não me quer mais? Não! [Se fudeu!!!!! Hahahahahaha]

Mas quem é o homem daqui? Quem é?

Mas quem é o homem daqui? Quem é?

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